No 5º aniversário do novo estádio da Luz, o Benfica teve uma grande oportunidade de passar á frente do rival do FC Porto. Efectivamente conseguiu, mas como tem sido habitual esta época teve de sofrer muito. Apesar de ter um bom plantel e convenhamos um bom treinador, a equipa ainda acusa muito o facto de jogar á pouco tempo junta, por vezes até demais.
Quique Flores mudou mais uma vez a equipa para este jogo. Fez regressar Yebda para o meio campo e Rubem Amorim jogou ao seu lado e Carlos Martins jogou na direita, Reyes manteve-se na esquerda. Na frente de ataque Suazo jogou no lugar de Cardozo.
O Benfica começou da melhor maneira o encontro com um remate espetacular de Reyes, que só não deu em golo, porque do outro lado esteve o guarda redes Peiser que fez uma grande defesa. Apesar deste início, o Benfica mais uma vez não assumiu o jogo, com a Naval por vezes a dominar no meio campo e com maior posse de bola. Marcelinho a passe de Alex conseguiu mesmo desmarcar-se e perante Quim fez o que parecia mais difícil e rematou para fora embora por pouco. Um aviso para o Benfica de que não encarar este jogo de ânimo leve.
O aviso pareceu resultar, pois o Benfica acelerou o seu jogo e finalmente assumiu que queria ganhar e com efeito essa atitude repercutiu-se em oportunidades, todas falhadas que seja por mérito de Peiser, como o fortíssimo remate de Suazo, quer por aselhice, como foi o cabeceamento infantilmente falhado por Reyes.
Durante este período, o Benfica tem razões de queixa da arbitragem, Ruben Amorim tem uma boa iniciativa e dentro da grande área e derrubado por Alex, falta evidente, havia lugar a grande penalidade mas o árbitro Rui Costa do Porto nada assinalou.
Com o empate registado na primeira parte, o Benfica teve de correr atrás do prejuízo, Quique percebeu isso e lançou Di Maria em jogo, que logo fez notar a sua presença com grandes jogadas e muita velocidade, numa dessas jogadas serviu Suazo que marca golo, mas sendo depois bem anulado por fora de jogo.
O Benfica estava a criar perigo, mas sem resultados práticos, por isso, Quique decide trocar Suazo por Cardozo. Ulisses Morais respondeu refrescando a sua ala direita com Marinho. A Naval criava mesmo alguns calafrios em contra ataque e os encarnados estavam com dificuldades em encontrar o caminho para o golo. O golo chegou mesmo aparecer num livre batido por Reyes e Luisão aparece de forma soberba para inaugurar o marcador.
Esperava-se agora uma Benfica mandão galvanizado pelo golo, mas tal como em Berlim, aconteceu o contrário. O Benfica encolheu-se e desorganizou-se por completo. Neste momento notou-se a falta de ligação entre sectores, entre o meio campo e a defesa havia uma vazio enorme, quando a Naval conseguia recuperar a bola a meio campo tinha sempre muito espaço para progredir e ninguém para lhes fazer pressão.
Numa dessas situações, a Naval chegou mesmo ao empate por Marcelinho que aparece sem marcação e após cruzamento de Carlitos marca com a coxa.
O Benfica soube reagir e quase imediatamente de seguida, Jorge Ribeiro faz um cruzamento milimétrico e Cardozo faz um cabeceamento espetacular e mete as águias de novo em vantagem. O Benfica ainda teve de sofrer até ao fim do jogo, mas conseguiu mesmo levar os três pontos.
Quique Flores mostrou-se satisfeito com a vitória mas agastado com o sofrimento que é ganhar jogos. Quique disse e muito bem, é verdade que hoje em dia não há jogos fáceis mas não tem de ser sempre assim.
Os onzes das equipas:
| Benfica | Naval | |
| 4×4x2 | 4×3x3 |
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O resumo do jogo:









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